quarta-feira, 20 de junho de 2018

ANTÔNIO DA ROCHA BEZERRA


6 - ANTÔNIO DA ROCHA BEZERRA - 10 de março de 1830 a 22 de fevereiro de 1832.
Nasceu em 1759. Capitão de Milícias, membro do Governo Republicano de 1817. Preso na contra revolução, junto com outros insurretos, é pronunciado(1)em Recife (1818), e encaminhado para a Bahia, onde aguardaria Julgamento. Mas, como a maioria dos ''revolucionários'' do Rio Grande do Norte, traiu André de Albuquerque na última hora, atirando pedras nos companheiros com os quais conspirara(2). No mesmo ano foi determinada a suspensão das devassas e, conseqüentemente, de novas prisões. Continuariam presos na Bahia, contudo, os implicados que já se encontravam sob processo, situação que permaneceria até o ano de 1821, quando foram anistiados. Era membro do Conselho da Província quando assumiu, interinamente, o Governo do Rio Grande do Norte, na forma do artigo IX da Carta de lei de 20 de outubro de 1823, em conformidade com CÂMARA CASCUDO (1984, p. 447), em duas oportunidades: de 8 de maio de 1826 a 21 de fevereiro de 1827, recebendo-o de Manuel do Nascimento Castro e Silva e passando-o a José Paulino de Almeida e Albuquerque, e de 10 de março de 1830 a 22 de fevereiro de 1832, substituindo o mesmo José Paulino e sendo sucedido por Joaquim Vieira da Silva e Sousa. Neste segundo período ocorreu uma rebelião militar de vulto, simultaneamente à revolta do caudilho Pinto Madeira, no Ceará, extensiva a alguns municípios desta Província. Essas convulsões sociais inibiram naturalmente o seu desempenho, com o que teve uma atuação apenas discreta. Faleceu em Rego Moleiro, distrito de São Gonçalo do Amarante-RN, a 11 de setembro de 1832.
FONTE – FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO

JOAQUIM VIEIRA DA SILVA E SOUSA


7 - JOAQUIM VIEIRA DA SILVA E SOUSA , natural de São Luiz,MA, nascido a 12 de janeiro de 1800 e faleceu a 23 de junho de 1864. Foi deputado geral, presidente de província, ministro do Supremo Tribunal de Justiça, ministro da Marinha e da Guerra e também senador do Império do Brasil de 1860 a 1864. Foi presidente das províncias do Rio Grande do Norte, de 22 de fevereiro a 4 de setembro de 1832 e de 24 de setembro a 8 de outubro de 1832, e do Maranhão, de 13 de outubro de 1832 a 17 de março de 1834.

ANTONIO DA ROCHA BEZERRA


8– ANTONIO DA ROCHA BEZERRA – 1ª VEZ - 20 de agosto de 1825 a 21 de fevereiro de 1826 . Era membro do Conselho da Província Foi presidente da província do Rio Grande do Norte, de 20 de agosto de 1825 a 21 de fevereiro de 1826 e de 10 de março de 1830 a 22 de fevereiro de 1832. ANTONIO DA ROCHA nasceu a 29 de junho de 1763 e faleceu no dia 11 de setembro de de 1834

PADRE E PROFESSSOR MANUEL PINTO DE CASTRO


9 – PADRE E PROFESSSOR MANUEL PINTO DE CASTRO, nascido a 20 de dezembro de 1774. Era casado com Francisca Antonia Teixeira e pai de uma filha de nome Bonifácia Nolasco de Almeida, casada com FRANCISCO XAVIER GARCIA ( Lisboa, Portugal, nascido a 9 de dezembro de 1753). Padre Manuel Pinto faleceu em Natal no ano de 1850 Governou a Província do Rio Grande do Norte
Nasceu em Natal, a 30.08.1774, filho do homônimo Manoel Pinto de Castro, português da freguesia de São Veríssimo de Valbom, bispado Porto, e d. Francisca Antônia Teixeira, de Natal. Era irmão de Miguel Joaquim de Almeida Castro –Padre Miguelinho –, um dos líderes e mártires da Revolução Pernambucana de 1817. Como o irmão, ordenou-se padre, tornando-se Coadjutor da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação. Diz TAVARES DE LIRA, a respeito: Não sabemos onde Manoel Pinto de Castro fez os seus estudos e recebeu ordens sacras; mas antes de 1817 já o encontramos em Natal no exercício de suas funções eclesiásticas, como coadjutor do vigário daquela freguesia, onde viveu sempre, depois que a ela voltou ordenado(1982, p. 345). Foi Secretário do Governo (1810-1818) e recusou-se a participar do governo revolucionário de André de Albuquerque (março de 1817). Político de expressão no início do Regime Imperial, presidiu a Junta do Governo Provisório (1822-1824), o Conselho Geral da Província (1830) e, Conselheiro mais votado, assumiu a Presidência da Província do Rio Grande do Norte entre 4 e 24 de setembro de 1832, recebendo-a de Joaquim Vieira da Silva e Souza e a este repassando-a, em seguida do mesmo Joaquim Vieira retomando o posto em 8 de outubro do mesmo ano, nele permanecendo até 23 de janeiro de 1833, quando entregou-o a Manuel Lôbo de Miranda Henriques. Foi, anos mais tarde, Vice-Presidente da Assembléia Provincial (1835-1837). A antiga Rua do Fogo, onde morava, passou a chamar-se Rua Padre Pinto, a partir de 1888. Faleceu em Natal, em 02 de agosto de 1850
FONTE – FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO

MANUEL LOBO DE MIRANDA HENRIQUES


10 - MANUEL LOBO DE MIRANDA HENRIQUES, 5º presidente, provavelmente nascido na Paraíba, membro da família dos Miranda Henriques. Filho do Sargento-mor Antonio Borges da Fonseca (sobrinho-neto do genealogista pernambucano) e da sua mulher d. Joaquina Filipa de Mello Albuquerque.Foi presidente das províncias de Alagoas, de 19 de maio de 1831 a 16 de novembro de 1832, do Rio Grande do Norte, de 23 de janeiro a 31 de julho de 1833, e da Paraíba por duas vezes, de 3 de março a 14 de abril de 1838 e de 17 de março a 7 de abril de 1839.Casou-se com D. Ana Noberta da Silveira, filha do Tenente-coronel Francisco José da Silveira, um dos revolucionários mortos na Revolução Pernambucana de 1817. Pais, entre outros, do jornalista e republicano Aristides Lobo. Manoel Lobo, natural do Recife-PE, nascido em 1789 e faleceu em sua terra natal no dia 23 de abril de 1885, filho do sargento-mor Manoel Borges da Fonseca
Casou com Ana Noberta da Silveira, filha do tenente-coronel Francisco José da Silveira

DIRETOR DE INSTRUÇÃO – PADRE ANTONIO XAVIER GARCIA DE ALMEIDA
Nasceu em Natal, em 13 de abril de 1797. Padre, educador e político. Professor de filosofia, vice-diretor do Atheneu Norte-rio-grandense e primeiro diretor da Instrução Pública na Província, cargo equivalente ao de Secretário de Educação atual. Cônego honorário, por concessão do bispo de ernambuco. Em Notas de História, p. 17, Antônio Soares transcreve o seguinte inserto do Itinerário das visitas feitas na sua Diocese pelo bispo de Pernambuco (D. João da Purificação Marques Perdigão), nos anos de 1833 a1840, datado de 23 de novembro de 1839: Institui, diz o bispo, vigário forâneo na Província do Rio Grande o reverendo Antônio Xavier Garcia de Almeida, e lhe concedi, por provisão, a faculdade para nomear pároco para qualquer freguesia desta Província quando vagar, enquanto não é provida por mim ou pelo visitador, e para confessar (...). Pregador da Capela Imperial e Deputado Provincial por três legislaturas, Antônio Xavier de Almeida viria a falecer em Natal, a 03 de setembro de 1845.
    Seu Pai, o professor Régio Francisco Xavier Garcia, fora presidente do Governo Temporário, administrando a Província de 7 de fevereiro a 18 de março de 1822. Casara-se com Bonifácia Nolasco de Almeida, irmã de Frei Miguelinho e do Padre Manoel Pinto de Castro.

Fonte:“Personalidades Históricas do Rio Grande do Norte (séc. XVI a XIX), Coordenação e redação Tarcisio Rosas. Natal: Fundação José Augusto -Centro de Estudos e Pesquisas Juvenal Lamartine-CEPEJUL, 1999. Pág. 6

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